USD | R$5,0123 |
|---|
Crédito: Reprodução da Internet (Via:https://maisfe.org/inspiracao/cristo-e-as-mulheres/)
A presença feminina no ministério de Jesus tem seu ponto de partida na figura de Maria, sua Mãe. Com seu “sim” na Anunciação (Lc 1,38), Maria cooperou livremente com o plano de Deus para a salvação da humanidade. Ela é reconhecida pela Igreja como a Nova Eva, que, pela obediência, contrasta com a desobediência da primeira mulher. O Catecismo da Igreja Católica afirma:
“Com toda a sua vida terrena, Maria foi a mulher que mais perfeitamente realizou a obediência da fé” (CIC 148).
Maria esteve presente nos momentos mais decisivos da vida de Cristo: na Encarnação, nas Bodas de Caná, aos pés da Cruz e na expectativa orante de Pentecostes. Sua presença discreta, mas essencial, manifesta a importância da mulher no plano salvífico.
Além de Maria, os Evangelhos mencionam outras mulheres que seguiram Jesus, ouviram seus ensinamentos e serviram com generosidade. Lucas relata que “algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e enfermidades […] ajudavam com seus bens” (Lc 8,2-3). Entre elas, por exemplo, Maria Madalena.
Essas mulheres não exerceram funções de liderança no grupo apostólico, mas demonstraram profundo compromisso com a missão do Senhor. Estiveram presentes durante a crucificação, quando muitos discípulos haviam se dispersado, e foram as primeiras a receber o anúncio da Ressurreição (Mc 16,1-7; Jo 20,11-18).
É particularmente significativo que Jesus tenha se manifestado ressuscitado primeiramente a uma mulher – Maria Madalena – confiando-lhe a missão de anunciar a Ressurreição aos discípulos. Embora esse fato não implique um papel sacerdotal, ele mostra a dignidade do testemunho feminino no início da vida da Igreja.
Jesus escolheu doze homens para o colégio apostólico, e essa escolha é compreendida pela Igreja como expressão de sua vontade livre e soberana, sem desprezo algum pela mulher. A função ministerial do sacerdócio foi confiada aos homens, mas a Igreja reconhece o valor insubstituível da presença feminina na transmissão da fé, no serviço à caridade, na vida consagrada e em diversas formas de apostolado.
O Papa São João Paulo II, na exortação apostólica Christifideles Laici, recorda:
“A Igreja, que agradece sinceramente às mulheres fiéis pelo seu testemunho evangélico, convida todas elas a renovarem a consciência da grande missão que lhes cabe no seio da comunidade eclesial e da sociedade”.
A presença das mulheres no ministério de Jesus é marcada por fidelidade, escuta e serviço. Elas acompanharam o Senhor com fé silenciosa e foram testemunhas privilegiadas de sua paixão e ressurreição. A Igreja, ao longo dos séculos, continua a reconhecer e valorizar essa contribuição, entendendo que, embora distintas em vocações, homens e mulheres são igualmente chamados à santidade e ao seguimento de Cristo.