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Crédito: Reprodução da Internet (Via: https://www.alexandrinadebalasar.pt/paixao-de-jesus/)
Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de março de 1904, na aldeia de Balasar, concelho da Póvoa de Varzim, Portugal. Foi batizada em 2 de abril do mesmo ano, Sábado Santo. Desde cedo, recebeu sólida formação cristã de sua mãe, junto com sua irmã mais velha, Deolinda. Aos sete anos, mudou-se para a Póvoa de Varzim para frequentar a escola primária, pois em Balasar não havia instituição de ensino. Após dezoito meses, retornou à sua terra natal, onde passou a ajudar nos trabalhos agrícolas, demonstrando força física notável para sua idade. Era conhecida por sua natureza alegre e comunicativa, sendo muito estimada por suas companheiras.
Aos 12 anos, Alexandrina contraiu uma grave infecção que quase a levou à morte. Embora tenha se recuperado, sua saúde ficou permanentemente debilitada. Dois anos depois, em um incidente marcante, três homens invadiram sua casa com más intenções. Para proteger sua pureza, ela saltou de uma janela de quatro metros de altura, sofrendo lesões que, com o tempo, resultaram em paralisia progressiva. Aos 21 anos, ficou completamente imobilizada, permanecendo acamada pelos restantes 30 anos de sua vida.
Inicialmente, Alexandrina pediu a Deus por sua cura, prometendo dedicar-se às missões caso fosse atendida. Com o tempo, compreendeu que sua vocação era oferecer seus sofrimentos pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Entre 3 de outubro de 1938 e 24 de março de 1942, por 182 sextas-feiras consecutivas, ela revivia misticamente a Paixão de Cristo, manifestando os diversos momentos da Via Crucis em seu próprio corpo, apesar da paralisia.
Em 1936, sob orientação espiritual, Alexandrina solicitou ao Papa a consagração do mundo ao Coração Imaculado de Maria. Esse pedido foi reiterado até 1941. Em resposta, em 31 de outubro de 1942, o Papa Pio XII realizou a consagração durante uma mensagem transmitida de Fátima, repetindo o ato em Roma, na Basílica de São Pedro, em 8 de dezembro do mesmo ano.
A partir de 27 de março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia. Esse fenômeno foi submetido a rigorosos exames médicos durante 40 dias e 40 noites no Hospital da Foz do Douro, no Porto, que confirmaram a ausência de alimentação e excreção durante o período observado.
Em 1944, sob a orientação de seu novo diretor espiritual, o padre salesiano Umberto Pasquale, Alexandrina retomou a escrita de seu diário espiritual. No mesmo ano, inscreveu-se na União dos Cooperadores Salesianos, oferecendo seus sofrimentos e orações pela salvação das almas, especialmente dos jovens. Sua fama de santidade atraiu numerosos peregrinos a Balasar, que buscavam seus conselhos e intercessão.
Em 7 de janeiro de 1955, foi revelado a ela que aquele seria o ano de sua morte. Em 12 de outubro, recebeu a unção dos enfermos e, no dia seguinte, 13 de outubro, aniversário da última aparição de Nossa Senhora em Fátima, expressou sua alegria: “Sou feliz porque vou para o céu”. Faleceu às 19h30 daquele dia. Em sua lápide, foram gravadas palavras que refletem seu desejo de conversão dos pecadores:
“Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus!”
O processo de canonização de Alexandrina iniciou-se oficialmente em 14 de janeiro de 1967. Em janeiro de 1996, foi declarada venerável pela Congregação para as Causas dos Santos. O milagre que levou à sua beatificação ocorreu em 3 de março de 1995, quando Maria Madalena Gomes Fonseca, diagnosticada com doença de Parkinson, foi subitamente curada após uma novena dedicada a Alexandrina. Este milagre foi reconhecido pela Igreja, culminando na beatificação de Alexandrina em 25 de abril de 2004, pelo agora Santo, Papa João Paulo II, em Roma.
A vida da Beata Alexandrina Maria da Costa é um testemunho de fé, entrega e amor a Cristo, marcada por uma profunda união com os sofrimentos de Jesus e uma dedicação incansável à salvação das almas.