USD 
USD
R$4,9929up
15 abr · FX SourceCurrencyRate 
CurrencyRate.Today
Check: 15 Apr 2026 20:55 UTC
Latest change: 15 Apr 2026 20:48 UTC
API: CurrencyRate
Disclaimers. This plugin or website cannot guarantee the accuracy of the exchange rates displayed. You should confirm current rates before making any transactions that could be affected by changes in the exchange rates.
You can install this WP plugin on your website from the WordPress official website: Exchange Rates🚀
Ancelotti Estreia Brasil

Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

Ancelotti estreia no comando da Seleção Brasileira com empate sem gols

Na estreia do técnico italiano, Brasil empata sem gols com o Equador pelas Eliminatórias e mostra que o caminho até a Copa exigirá mais do que paciência

A tão aguardada estreia de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira aconteceu nesta quinta-feira, diante do Equador, em Guayaquil, pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. A partida terminou empatada por 0 a 0 e marcou o início oficial do trabalho do técnico italiano, que chega cercado de expectativas, consagrado por sua trajetória vitoriosa na Europa, mas diante de um desafio inédito: reconduzir o Brasil à sua tradicional grandeza no cenário mundial após anos de instabilidade.

Um jogo morno sob clima de ansiedade

Desde o apito inicial, o que se viu foi uma Seleção disposta, mas longe de estar entrosada. O Brasil tentou assumir o controle das ações ofensivas, mas esbarrou numa equipe equatoriana organizada, jogando com intensidade e marcação firme. Apesar de contar com jogadores de alto nível, como Vinícius Júnior e Casemiro, o time teve dificuldades na criação e abusou das jogadas individuais, sem encontrar soluções coletivas eficazes.

O primeiro tempo foi marcado por uma oportunidade clara desperdiçada por Vinícius Júnior, que parou no goleiro Gonzalo Valle após jogada rápida pela esquerda. Do lado equatoriano, a chance mais perigosa veio num lance anulado por impedimento, que chegou a assustar a defesa brasileira. O 0 a 0 ao intervalo refletia fielmente o que se viu em campo: um duelo truncado, com mais transpiração do que inspiração.

A formação escolhida por Ancelotti

Nesse jogo de estreia, Ancelotti optou por uma formação no 4-3-3, bem familiar ao que costuma adotar em clubes europeus. Alisson foi o goleiro titular, com uma linha defensiva composta por Vanderson na lateral-direita, Marquinhos e Alexsandro na zaga, e Alex Sandro na esquerda. O meio de campo contou com Casemiro como volante mais fixo, auxiliado por Bruno Guimarães e Gerson, enquanto o trio ofensivo foi formado por Estêvão, Richarlison e Vinícius Júnior.

A escolha de Estêvão, jovem promessa do futebol brasileiro, chamou a atenção. No entanto, o atacante teve uma atuação apagada, sentindo o peso da responsabilidade em sua primeira grande missão com a amarelinha. Richarlison, centralizado no ataque, pouco participou, e Vinícius, embora ativo, teve dificuldades em finalizar as jogadas com efetividade. No meio, Casemiro teve atuação segura na marcação, mas faltou articulação — ponto que deixou evidente uma lacuna na construção ofensiva.

Primeiro retrato do novo ciclo: seriedade, mas pouca criatividade

A postura de Ancelotti na beira do campo foi, como já se esperava, discreta e serena. O italiano assistiu à maior parte do jogo trocando poucas palavras com a comissão técnica. O estilo frio e analítico do treinador contrasta com o habitual fervor de técnicos brasileiros, e essa diferença de perfil tem gerado curiosidade e comentários diversos entre torcedores e analistas.

Ainda assim, o que mais pesou nessa estreia foi a atuação da equipe. O Brasil terminou o jogo com 56% de posse de bola e 11 finalizações, mas apenas duas foram no alvo. O Equador finalizou mais vezes (14), mas também teve dificuldade em furar o bloqueio brasileiro. O empate acabou sendo justo, mas não apagou a frustração de quem esperava um início mais contundente sob novo comando.

Repercussão: torcida dividida e redes fervilhando

Como era previsível, as redes sociais reagiram intensamente à estreia de Ancelotti. Muitos torcedores mostraram-se compreensivos, entendendo que trata-se apenas do primeiro jogo de um trabalho que precisa de tempo. Outros, no entanto, não esconderam o desapontamento com a falta de ousadia e de identidade da equipe em campo.

A presença de Ancelotti, por si só, gerou surpresa e expectativa. Imagens do técnico caminhando com calma, de terno e mascando chiclete, viralizaram durante a transmissão. Muitos brincaram com a “paz italiana” do treinador diante do habitual caos emocional da torcida brasileira. Um comentário recorrente foi: “Ancelotti não faz milagre — mas vamos ver até onde vai a paciência do povo.

Apesar das críticas, a audiência da partida foi alta. A TV Globo registrou picos expressivos de audiência durante o jogo, alcançando os melhores números da Seleção nos últimos meses. O interesse renovado pela Seleção, após meses de desânimo e desconfiança, ficou evidente.

Um começo cauteloso e a tarefa que se impõe

O empate não alterou drasticamente a posição do Brasil na tabela: a Seleção soma agora 22 pontos e permanece na quarta colocação, atrás da Argentina (1º), Equador (2º) e Uruguai (3º). Vale lembrar que os seis primeiros colocados garantem vaga direta para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

A próxima partida está marcada para o dia 10 de junho, contra o Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo. O jogo marcará a primeira atuação da equipe sob o comando de Ancelotti em solo brasileiro — e trará, junto com isso, uma nova leva de expectativas e pressão.

Um olhar à frente

A missão de Ancelotti não é pequena. Assumir a Seleção Brasileira em meio a um ciclo de reconstrução, após campanhas decepcionantes em Copas e uma sequência de trocas de técnicos, exige mais do que conhecimento tático. Exige sensibilidade, liderança e a capacidade de fazer florescer uma nova mentalidade no grupo. A estreia não foi empolgante, mas deixou claro onde estão os pontos frágeis que precisam ser trabalhados: entrosamento, criatividade no meio-campo e mais contundência no ataque.

Como o próprio Ancelotti já declarou em entrevistas, o processo será progressivo. E talvez esse primeiro jogo tenha sido menos uma demonstração de força e mais um diagnóstico: a Seleção tem talento, mas carece de estrutura. O treinador tem experiência de sobra — resta saber se terá tempo, liberdade e apoio suficientes para moldar uma Seleção digna da camisa que carrega.

Compartilhe

Sobre o autor

Publicidade

mais notícias

Filme “Todas Elas em Uma” estreia nos cinemas em maio e leva aos palcos da tela uma poderosa experiência musical sobre o feminino, a vida e o amor. Entre os dias 11 e 12 de maio, o filme será exibido nos cinemas com distribuição da Kolbe Arte em parceria com a Oficina Viva Produções, em 10 salas espalhadas pelo Brasil.
Advento, o tempo em que a esperança toma forma e prepara o coração para a luz que vem
Um chamado renovado às graças que transformam e sustentam o coração cristão.
Os 14 auxiliadores revelam como o Céu se inclina para socorrer aqueles que permanecem fiéis
Santa Catarina de Alexandria — a mente que desarmou impérios e o coração que não traiu Cristo
Cristo Rei reina do alto da cruz e conduz o tempo até a plenitude da sua glória
Onde a música se faz oração, o coração encontra o caminho da santidade
A reencarnação não cabe onde Cristo salva de uma vez para sempre
Reparação é devolver amor a quem nunca deixou de amar
A firmeza de São Odão de Cluny recorda que a verdadeira reforma começa no interior
Santo Alberto Magno foi um sábio que fez da inteligência um ato de fé viva
O Batismo é um começo sobrenatural que redefine quem somos e para onde caminhamos