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Crédito: Rafael Ribeiro/CBF
A seleção brasileira enfrenta o Chile nesta quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pela 17ª rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2026. Classificado com antecedência, o time de Carlo Ancelotti utiliza a partida como laboratório para ajustes finais antes do encerramento da campanha contra a Bolívia, em La Paz, no próximo dia 9.
Com 25 pontos, o Brasil já garantiu vaga no Mundial, ao lado de Argentina e Equador. O Chile, com apenas 10 pontos, está eliminado e cumpre tabela. Na prática, o duelo não altera o destino das equipes, mas carrega valor simbólico e técnico. Para a Seleção, significa a despedida diante da torcida em 2025 e a oportunidade de consolidar padrões de jogo que ainda estão em processo de maturação.
Carlo Ancelotti deixou claro que o foco é a construção de um time menos dependente de nomes consagrados. A ausência de Neymar, definida como “decisão técnica”, confirma a prioridade dada a jogadores que oferecem maior intensidade e adaptação ao modelo de jogo proposto. Estêvão, João Pedro e Lucas Paquetá aparecem como protagonistas nesse cenário de renovação. O treinador busca dar rodagem a atletas jovens em jogos oficiais para testar respostas em contexto competitivo.
O Brasil deve ir a campo com Alisson; Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, João Pedro e Martinelli. Entre as baixas, Joelinton e Alex Sandro foram cortados por lesão, com Jean Lucas convocado como substituto. Vinícius Júnior cumpre suspensão. A noite também marca o centésimo jogo de Marquinhos pela Seleção, feito que reforça a continuidade de sua liderança na defesa.
Sem chances de classificação, o Chile é comandado interinamente por Nicolás Córdova, técnico do sub-20, após a saída de Ricardo Gareca. A equipe deve apostar em jovens como Vicente Pizarro e Alexander Aravena, sinalizando início de um processo de renovação. A Roja encara o Brasil em busca de experiência internacional e minutos para a nova geração, ciente das dificuldades contra um adversário já consolidado.
A arbitragem ficará a cargo do venezuelano Alexis Herrera, auxiliado por Lubin Torrealba e Alberto Ponte, com Ángel Arteaga no VAR. A partida terá transmissão de Globo, sportv e ge tv, além da Rádio Nacional. Os portões do Maracanã serão abertos a partir das 18h30, com operação especial no transporte público do Rio de Janeiro para atender ao público esperado.
A Confederação Brasileira de Futebol programou uma série de ações para marcar a despedida da Seleção diante da torcida neste ciclo. O show de Ivete Sangalo antes da partida e a homenagem a campeões mundiais no intervalo reforçam o caráter de celebração. Ainda assim, Ancelotti enfatizou que o objetivo principal é avaliar desempenho e manter concentração, evitando que o ambiente festivo reduza a competitividade.
A expectativa é de que o Brasil encontre um Chile retraído, apostando em linhas baixas e contra-ataques. Nesse contexto, três aspectos serão fundamentais para a Seleção:
Após o duelo no Rio de Janeiro, o Brasil encerra sua participação nas Eliminatórias contra a Bolívia, em El Alto, a 4.000 metros de altitude. O adversário ainda briga por vaga na repescagem, o que aumenta a dificuldade do confronto. A comissão técnica já avalia a gestão de minutos dos titulares no jogo contra o Chile para evitar desgaste excessivo antes da viagem.
O confronto entre Brasil e Chile soma 74 partidas, com 52 vitórias brasileiras, 14 empates e apenas 8 derrotas. Apesar do amplo retrospecto, a Seleção adota cautela diante de um rival que costuma endurecer jogos com forte marcação. A vitória de hoje pode consolidar a Seleção como terceira colocada na tabela, mantendo margem de segurança e ritmo competitivo até a Copa.