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Crédito: Wellyngton Coelho / Ag.Pará
Em Assunção, na noite de 10 de junho de 2025, o Brasil confirmou o que parecia inevitável: está oficialmente classificado para a Copa do Mundo FIFA de 2026. Com uma vitória magra, porém sólida, por 1 a 0 sobre o Paraguai, a Seleção Brasileira atingiu os 25 pontos nas Eliminatórias da CONMEBOL, número suficiente para assegurar, de forma matemática, uma das seis vagas diretas da América do Sul no torneio mundial. O gol da partida foi marcado por Vinícius Júnior, aos 44 minutos do primeiro tempo, em um lance que combinou técnica, velocidade e oportunismo — características que têm se tornado marca registrada do camisa 7 merengue.
Com a vaga garantida, o Brasil mantém uma marca que nenhuma outra seleção no mundo possui: estará presente em todas as edições da Copa do Mundo desde sua criação, em 1930. Trata-se da 23ª participação consecutiva da Seleção, um feito que confirma não apenas a regularidade esportiva, mas o peso simbólico do futebol brasileiro no cenário internacional.
Se a classificação em si já era aguardada com otimismo, o contexto em que ela veio adiciona camadas de significado. O jogo marcou a primeira vitória oficial de Carlo Ancelotti no comando da equipe brasileira, um técnico consagrado por seu sucesso em clubes europeus, agora iniciando sua jornada com a missão de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial — após a dolorosa eliminação nas quartas de final em 2022, no Catar.
O confronto contra o Paraguai foi menos dramático do que o placar sugere. O Brasil controlou a posse de bola, teve mais finalizações e demonstrou solidez defensiva. Marquinhos e Militão formaram uma zaga segura, enquanto Casemiro, voltando à boa forma, deu equilíbrio ao meio-campo. No ataque, a movimentação entre Vinícius Jr., Rodrygo e Raphinha gerou boas oportunidades, embora a pontaria não estivesse afiada. O gol veio em jogada construída pelo lado esquerdo, onde Vini Jr. recebeu na diagonal, cortou para o meio e finalizou com precisão no canto inferior do goleiro paraguaio.
O segundo tempo foi administrado com inteligência. O Brasil segurou o ímpeto ofensivo dos donos da casa e apostou na posse de bola para ditar o ritmo da partida. As substituições promovidas por Ancelotti indicaram prudência: reforço do meio-campo e entrada de jogadores experientes para controlar o nervosismo típico de uma reta final de Eliminatórias.
Com os três pontos somados, o Brasil chegou a 25 e não pode mais ser alcançado pela sétima colocada — posição que dá apenas direito à repescagem intercontinental. Com isso, garantiu uma das seis vagas diretas do continente sul-americano. Além do Brasil, já estão classificados Argentina, Uruguai e Equador. A disputa segue acirrada entre Colômbia, Chile, Peru e Venezuela pelas vagas restantes e pela repescagem.
As Eliminatórias da CONMEBOL para a Copa de 2026 ocorrem em novo formato, devido à ampliação do número de seleções na fase final da Copa — serão 48, e não mais 32. Isso aumentou o número de vagas diretas para a América do Sul de 4,5 para 6, além da vaga de repescagem.
Ancelotti chegou ao cargo após longa especulação e adiamentos causados por seu contrato com o Real Madrid. Agora, à frente da Seleção, inicia um ciclo promissor. Seu estilo pragmático, calcado na solidez defensiva e no aproveitamento da criatividade individual, começa a se consolidar. Além de Vinícius Jr., o treinador aposta na nova geração que inclui nomes como Endrick, João Gomes, André e Savinho — ao mesmo tempo em que mantém nomes experientes como Alisson, Danilo e Casemiro.
A CBF aposta na estabilidade e na transição bem conduzida, mirando não apenas a participação, mas a conquista do sonhado hexa, que escapa desde 2002. O Mundial de 2026 será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, e promete ser o mais grandioso da história, com 104 partidas ao todo.
Nas redes sociais, a classificação foi comemorada com entusiasmo pelos jogadores e pela comissão técnica. O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, publicou uma nota parabenizando a equipe e destacando a importância da continuidade no trabalho: “A classificação veio com esforço coletivo e disciplina. Agora, o foco é no planejamento para 2026, com seriedade e foco no título”.
A imprensa internacional também destacou a performance brasileira, elogiando o entrosamento dos jovens atacantes e a consistência defensiva. Para muitos analistas, o Brasil volta a figurar entre os principais favoritos ao título, ao lado de seleções como França, Inglaterra e Argentina.
A Seleção ainda terá compromissos restantes nas Eliminatórias, mas, com a vaga assegurada, é provável que Ancelotti aproveite para testar novas formações e observar atletas menos utilizados. Também está prevista uma série de amistosos contra seleções europeias no segundo semestre, como parte da preparação para a Copa.
A expectativa agora se volta para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, previsto para o primeiro trimestre de 2026. O Brasil, como um dos cabeças de chave, aguardará seus adversários com a confiança renovada de quem chega ao Mundial com a missão clara: resgatar o protagonismo e, quem sabe, trazer de volta a taça mais cobiçada do planeta.