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Crédito: Divulgação
A Capela Rainha da Paz, situada no bairro Santa Terezinha, em Óbidos, no estado do Pará, foi alvo de um grave ato de vandalismo na tarde do último sábado, 10 de maio de 2025. Segundo informações divulgadas pela Diocese de Óbidos, um indivíduo invadiu o templo católico, espalhou hóstias consagradas pelo chão e subtraiu objetos litúrgicos. O ocorrido foi prontamente caracterizado como um episódio de intolerância religiosa e profanação, gerando consternação entre os fiéis da região.
O incidente despertou profunda indignação na comunidade católica local e também no episcopado. Em nota oficial, o bispo diocesano, Dom Frei Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, lamentou o acontecimento e manifestou solidariedade aos paroquianos atingidos por tamanha afronta à fé. “Lamentamos profundamente que ainda existam pessoas capazes de atentar contra aquilo que é mais sagrado para os católicos. As hóstias consagradas são, para nós, o Corpo real de Cristo. Jogá-las ao chão é uma violência espiritual inaceitável”, declarou o prelado.
Diante da gravidade do ato, a Diocese convocou os fiéis para uma Missa de Desagravo celebrada na manhã do domingo, 11 de maio, na própria Capela Rainha da Paz. A celebração teve caráter penitencial e buscou reparar espiritualmente a profanação cometida contra o Santíssimo Sacramento, em consonância com a doutrina da Igreja sobre a reverência devida à Eucaristia.
A profanação e o furto de objetos sagrados não apenas causam dor aos católicos, mas também constituem crime segundo o Código Penal Brasileiro, além de representar uma séria violação à liberdade religiosa garantida pela Constituição Federal. A Diocese de Óbidos já acionou as autoridades competentes para investigação do caso, que segue em andamento.
Este triste episódio não foi o primeiro do tipo na região. Em fevereiro deste ano, a igreja da comunidade São José Operário, localizada no município vizinho de Oriximiná e também pertencente à Diocese de Óbidos, foi alvo de um atentado semelhante. Na ocasião, o sacrário foi violado e as hóstias consagradas foram lançadas ao chão, num ato igualmente classificado como profanação.
Diante do cenário recorrente, a Diocese renovou seu apelo por respeito e tolerância religiosa. “É preciso que nossas igrejas sejam respeitadas como espaços de oração e acolhimento, e que as diferentes expressões de fé possam coexistir pacificamente. Atos como esse ferem não apenas uma comunidade, mas toda a sociedade”, afirmou Dom Bernardo.
Em meio à dor causada pela violação do sagrado, a comunidade católica de Óbidos respondeu com fé, perseverança e oração. As redes sociais da diocese e das paróquias locais foram tomadas por mensagens de solidariedade, indignação e clamor por justiça. Muitos leigos se uniram em vigílias, adorações e orações reparadoras em diversas capelas da cidade.
A Diocese de Óbidos, erguida no coração da Amazônia, reafirma seu compromisso com a evangelização, a defesa da fé e o testemunho de paz em meio a um mundo cada vez mais desafiador para os valores cristãos. “Cristo nos chama a não responder o mal com o mal, mas com a força do amor e da verdade. Que esta triste ocasião nos una ainda mais ao Senhor na oração e no compromisso com a santidade”, concluiu o bispo.