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Crédito: Vatican Media
O mundo católico testemunhou nesta quinta-feira um momento histórico: o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost foi eleito o novo Papa da Igreja Católica, tornando-se o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos. Ele escolheu o nome de Leão XIV, em continuidade simbólica com os predecessores que marcaram a história com firmeza e renovação.
O anúncio oficial foi feito a partir da sacada central da Basílica de São Pedro, quando o cardeal protodiácono proclamou o tradicional Habemus Papam, após a fumaça branca surgir da chaminé da Capela Sistina — sinal universal de que os cardeais chegaram a um consenso no conclave iniciado no dia anterior.
A escolha de Prevost, de 69 anos, surpreendeu muitos especialistas e fiéis. Embora estivesse entre os nomes citados discretamente como possíveis papáveis, sua eleição não era apontada como provável nas listas de apostas e análises pré-conclave. Ele superou outros cardeais de peso, como o italiano Pietro Parolin e o filipino Luis Antonio Tagle.
A decisão veio na quarta votação, revelando um consenso rápido entre os cardeais. O novo pontífice recebeu o voto da maioria dos 133 cardeais eleitores, que se reuniram sob o rigoroso sigilo exigido pelas normas do conclave.
Natural de Chicago, Prevost tem uma trajetória marcada pelo trabalho pastoral fora dos Estados Unidos. Foi missionário no Peru por vários anos e chegou a ser bispo de Chiclayo, antes de ser chamado a Roma por Francisco, que o nomeou prefeito do Dicastério para os Bispos — o órgão responsável por orientar a escolha dos novos bispos ao redor do mundo.
Seu perfil pastoral, sensível às questões sociais e próximo às comunidades periféricas, é visto como um sinal de continuidade com o pontificado de Francisco, falecido em 21 de abril deste ano. O Papa Leão XIV é apontado como um nome que pode manter o impulso reformador da Igreja, sem abrir mão da tradição doutrinária.
Ao aparecer pela primeira vez ao público, Leão XIV saudou a multidão com a frase: “A paz esteja convosco”, recebendo aplausos entusiasmados da Praça de São Pedro, lotada de peregrinos e fiéis do mundo inteiro. A escolha do nome papal também chamou atenção, evocando os pontificados do passado, especialmente Leão XIII, conhecido por sua encíclica social Rerum Novarum.
A reação internacional foi imediata. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o novo Papa, dizendo que os norte-americanos estão “honrados por essa histórica responsabilidade confiada a um dos seus”. Já analistas internacionais ressaltam o simbolismo e os desafios de um Papa vindo de uma nação que, embora rica e poderosa, vive profundas divisões religiosas e sociais.
Especialistas acreditam que o pontificado de Leão XIV poderá se concentrar na reforma da Cúria, na ampliação da sinodalidade e no fortalecimento da presença da Igreja nas periferias existenciais — temas caros ao Papa Francisco. Sua experiência na América Latina e sua atuação no Dicastério para os Bispos indicam um perfil pastoral firme, mas dialogante.
O mundo aguarda agora os próximos passos do novo Papa — seus discursos, documentos e nomeações — que moldarão o rumo da Igreja Católica nos próximos anos.
Leão XIV assume a missão de suceder um dos pontificados mais transformadores dos últimos tempos, e carrega consigo o peso da novidade e da esperança. A história se abre diante dele, e milhões de católicos ao redor do globo rezam por seu pontificado.