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Crédito: Reprodução da Internet (Via: https://www.bandnewsdifusora.com.br/)
A cheia do Rio Madeira provocou o alagamento de cerca de 20 quilômetros da BR-230, a Transamazônica, entre os municípios de Humaitá e Apuí, no estado do Amazonas. O trecho mais crítico está localizado na altura do km 589,5, onde a rodovia encontra-se totalmente submersa e interditada, sem previsão de liberação. A situação levou ao isolamento do município de Apuí, dificultando o acesso terrestre e colocando em risco o abastecimento da região.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), os alagamentos atingem diversos pontos da estrada entre os km 6 e km 180, comprometendo o tráfego em toda a extensão do trecho. Além da submersão da pista, há registros de rompimentos de bueiros e de trechos onde apenas veículos pesados, como caminhões e caminhonetes, conseguem passar com extrema dificuldade. Carros de passeio estão totalmente impedidos de seguir viagem. Em alguns casos, tratores têm sido utilizados para rebocar veículos atolados.
A situação levou a Prefeitura de Apuí a decretar estado de emergência, diante do risco de desabastecimento de combustíveis, alimentos e medicamentos. Estima-se que cerca de 70 mil pessoas estejam diretamente impactadas, incluindo comunidades ribeirinhas e indígenas. A Transamazônica, principal via de escoamento e abastecimento da região, é vital para o deslocamento de pessoas e mercadorias no sul do Amazonas.
Como medida emergencial, o DNIT deu início a uma operação logística com balsas para transportar suprimentos até Humaitá, contornando o trecho mais afetado. No entanto, o transporte por via fluvial é mais lento e ainda não atende plenamente à demanda local.
O órgão alerta que, enquanto as chuvas persistirem e os níveis do Rio Madeira continuarem elevados, não há condições seguras para tráfego na região. A recomendação é que os motoristas evitem se deslocar pelo trecho até novo aviso.
As autoridades acompanham o avanço da cheia e trabalham com ações emergenciais para mitigar os danos, mas a situação continua crítica e inspira atenção especial nos próximos dias.