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Crédito: Canção Nova
O Terço da Divina Misericórdia é uma oração profundamente enraizada na revelação privada feita por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, uma humilde religiosa polonesa do século XX. Essa devoção não apenas responde ao clamor das almas pela misericórdia de Deus, mas também é um convite celestial à confiança, à intercessão pelos pecadores e à união com o Coração misericordioso de Jesus.
Santa Maria Faustina Kowalska (1905–1938) foi uma freira da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, na Polônia. Mulher simples e de pouca instrução formal, foi escolhida por Cristo como “apóstola da Misericórdia” para transmitir ao mundo o desejo ardente do Senhor de que Sua misericórdia fosse conhecida, buscada e propagada.
Em 13 de setembro de 1935, Santa Faustina teve uma visão na qual viu um anjo prestes a punir a Terra. Ao perceber a iminência do castigo divino, começou a rogar a Deus por misericórdia, mas suas súplicas comuns não surtiam efeito. Nesse momento, Jesus ensinou-lhe uma nova forma de oração – o Terço da Divina Misericórdia – como meio eficaz de interceder pelas almas e obter graças.
No Diário de Santa Faustina, essa experiência é registrada com precisão, particularmente nos parágrafos 474 a 476. Jesus prometeu:
“Por meio deste Terço obterás tudo, se o que pedires estiver de acordo com a Minha vontade.” (Diário, 1731)
O Terço da Divina Misericórdia é recitado com um terço comum (rosário de cinco dezenas). Eis o passo a passo:
“Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.”
“Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.”
“Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.”
“Ó Sangue e Água, que jorraste do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós.”
Jesus, eu confio em Vós! (pode ser repetido várias vezes como oração jaculatória).
O Terço da Misericórdia e toda a devoção à Divina Misericórdia foram cuidadosamente examinados pela Igreja. Com a canonização de Santa Faustina em 2000 pelo Papa São João Paulo II e a instituição do Domingo da Divina Misericórdia (o primeiro domingo após a Páscoa), a Igreja confirmou a autenticidade e importância dessa devoção para o mundo atual.
São João Paulo II escreveu:
“A mensagem da Divina Misericórdia constitui ao mesmo tempo um forte apelo e uma resposta adequada às necessidades e esperanças do homem contemporâneo.”
A difusão do Terço se deu inicialmente pela Polônia e Europa Oriental, mas rapidamente se expandiu para o mundo inteiro, especialmente após a queda do comunismo e com o auxílio da Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição (EUA), que criaram materiais e meios de divulgação em massa.
Hoje, é comum ouvir o Terço sendo rezado em rádios, aplicativos, transmissões ao vivo e paróquias ao redor do mundo, especialmente às 15h, a chamada Hora da Misericórdia, hora em que Jesus morreu na Cruz.
Rezar o Terço da Misericórdia não é apenas recitar palavras. É um ato de fé profunda na justiça e no amor de Deus, que se inclina para perdoar e salvar. Jesus deixou promessas extraordinárias a quem o recitasse com fé:
O Terço da Misericórdia é, assim, um instrumento espiritual dado diretamente por Cristo para tempos difíceis, como um “último recurso de salvação” para o mundo que, muitas vezes, esquece de Deus.
Em um tempo de tantas aflições e incertezas, o Terço da Divina Misericórdia se apresenta como um antídoto contra o desespero e a indiferença. Com ele, entramos no Coração de Cristo transpassado por amor à humanidade e nos tornamos canais vivos da Sua misericórdia para o mundo.
Rezar o Terço é, portanto, um ato de amor, de reparação e de confiança total naquele que é manso e humilde de coração.