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Crédito: Reprodução da Internet
Em um dos episódios mais graves de sua longa e conturbada história de hostilidades, Irã e Israel protagonizaram nas últimas horas uma escalada militar sem precedentes. O ataque coordenado realizado pelo Irã já está na quarta fase da chamada “Operação Verdadeira Promessa”, com o disparo de mais mísseis balísticos contra o território israelense.
De acordo com fontes oficiais das Forças de Defesa de Israel (IDF), o ataque teve início por volta das 22h, horário local, quando radares detectaram o lançamento simultâneo de mísseis de longo alcance vindos de diferentes pontos do território iraniano. As cidades de Tel Aviv, Bat Yam, Ramat Gan, Holon e arredores de Jerusalém foram atingidas por projéteis que romperam, em parte, as defesas do sistema Iron Dome, responsável pela proteção antiaérea israelense.
O Irã, por sua vez, confirmou que utilizou mísseis de nova geração, conhecidos como “Haj Qassem”, nome dado em homenagem ao general Qassem Soleimani, morto em um ataque norte-americano em 2020. Especialistas militares afirmam que este novo armamento possui capacidade de manobra em voo e sistemas de navegação que dificultam a interceptação por defesas antimísseis convencionais.
Fontes de inteligência ocidentais indicam que o Irã lançou os mísseis a partir de bases militares localizadas em Tabriz, Kermanshah e nas proximidades de Teerã. Os drones, por sua vez, partiram de diferentes pontos da Síria, Iraque e até de áreas controladas pelos Houthis no Iêmen, aliados estratégicos de Teerã.
O balanço inicial divulgado pelas autoridades israelenses aponta 13 mortos e mais de 380 feridos, entre civis e militares. A imprensa local noticiou que entre as vítimas fatais há duas crianças e uma gestante, além de dezenas de pessoas em estado crítico.
Bairros inteiros ficaram sem energia elétrica e houve relatos de incêndios de grande proporção em prédios residenciais, principalmente em Tel Aviv. Instalações estratégicas, como o Instituto Weizmann de Ciências e um centro de comando militar ao sul de Haifa, também foram alvos de mísseis.
As defesas aéreas de Israel conseguiram interceptar grande parte dos drones e mísseis, graças ao esforço conjunto dos sistemas Iron Dome, David’s Sling e Arrow 3, com suporte adicional de caças norte-americanos destacados para a região.
Nas primeiras horas da manhã de 14 de junho, Israel respondeu com ataques aéreos de alta precisão. Fontes oficiais confirmaram bombardeios sobre depósitos de munição, centros de comando da Guarda Revolucionária Iraniana e um avião-tanque de reabastecimento militar que se preparava para futuras operações, destruído enquanto estava estacionado na base aérea de Mashhad, no nordeste do Irã.
Além disso, o governo israelense emitiu um alerta internacional, exigindo a evacuação de todas as fábricas de armamentos e instalações militares estratégicas no território iraniano, sob ameaça de novos ataques iminentes.
O ataque iraniano ocorre poucos dias após uma série de explosões misteriosas em Teerã, atribuídas a operações clandestinas de Israel contra o programa nuclear iraniano. Segundo fontes de inteligência, pelo menos dois cientistas nucleares iranianos e um alto comandante da Guarda Revolucionária foram mortos nesses ataques.
O governo iraniano classificou o bombardeio como uma resposta “necessária e proporcional” às ações israelenses anteriores. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, o presidente do Irã declarou que “qualquer nova agressão será recebida com força multiplicada”.
A escalada causou apreensão em várias capitais ocidentais. O G7 emitiu uma nota conjunta pedindo “moderação e diálogo imediato”, enquanto o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião emergencial.
Os Estados Unidos, principal aliado de Israel na região, reforçaram sua presença militar no Oriente Médio. Caças F-15 e F-35 foram deslocados para bases na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, como forma de dissuasão.
O Reino Unido também deslocou navios de guerra para o Mediterrâneo Oriental, e o preço do petróleo disparou nas bolsas de Londres e Nova York, atingindo o maior patamar desde 2022.
Analistas militares ouvidos por agências internacionais alertam que o atual confronto pode ser apenas o início de uma escalada ainda maior. A participação indireta de grupos como o Hezbollah no Líbano, milícias xiitas no Iraque e os Houthis no Iêmen indica o risco de abertura de múltiplas frentes de combate.
O primeiro-ministro de Israel declarou que “todas as opções estão na mesa”, incluindo operações em território iraniano. Já Teerã insiste que, caso haja qualquer envolvimento direto de potências ocidentais, o Irã se reserva o direito de expandir os ataques para bases norte-americanas e aliadas na região.
O clima, neste momento, é de tensão máxima. Alertas de novos ataques continuam sendo emitidos em Israel, enquanto as Forças Armadas iranianas permanecem em estado de prontidão.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos. Um cessar-fogo parece improvável nas próximas horas, e o risco de um conflito mais amplo, envolvendo vários países do Oriente Médio, é real e imediato.