USD 
USD
R$5,0784down
12 jun · FX SourceCurrencyRate 
CurrencyRate.Today
Check: 12 Jun 2026 14:15 UTC
Latest change: 12 Jun 2026 14:08 UTC
API: CurrencyRate
Disclaimers. This plugin or website cannot guarantee the accuracy of the exchange rates displayed. You should confirm current rates before making any transactions that could be affected by changes in the exchange rates.
You can install this WP plugin on your website from the WordPress official website: Exchange Rates🚀
Congresso

Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

Congresso derruba aumento de IOF e impõe freio à tentativa de ajuste fiscal via decreto

Medida revogada por ampla maioria no Congresso reacende debate sobre limites do Executivo, protagonismo do Legislativo e caminhos para o equilíbrio das contas públicas

O Congresso Nacional derrubou oficialmente, nesta quarta-feira (26), o decreto presidencial que aumentava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A decisão foi consolidada após a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/2025, com 383 votos a favor e 98 contrários, seguido de aprovação simbólica no Senado. Com isso, o governo federal perde uma de suas principais apostas para recompor receitas públicas até 2026, estimadas em R$ 61,5 bilhões.

A medida derrubada havia sido publicada em maio e previa aumento de alíquotas sobre operações de crédito, câmbio e planos de previdência. O objetivo era compensar a perda de arrecadação provocada pela manutenção da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia — tema já decidido pelo Congresso com forte apoio do setor produtivo.

Embora tecnicamente embasado na prerrogativa do Executivo de ajustar tributos regulatórios como o IOF, o decreto encontrou resistência quase imediata. Parlamentares de diferentes correntes criticaram a falta de diálogo prévio e os impactos da medida sobre empresas e consumidores, especialmente no momento de juros elevados e baixo crescimento.

A medida e a reação do Parlamento

O governo justificava o aumento do IOF como necessário para garantir o compromisso com o novo arcabouço fiscal e evitar o descontrole orçamentário. A medida visava gerar cerca de R$ 20 bilhões apenas em 2025, o que daria fôlego para manter políticas públicas já aprovadas sem comprometer o resultado primário.

No entanto, o Parlamento entendeu a ação como um movimento unilateral que contraria o espírito de colaboração entre os Poderes. Mesmo partidos da base aliada, como o PSD, MDB e União Brasil, demonstraram desconforto com a forma e o conteúdo da decisão.

Em resposta, o deputado Rodrigo de Castro (União-MG) apresentou o PDL 314/2025, com apoio de lideranças da oposição e da situação. O texto ganhou força rapidamente: o regime de urgência foi aprovado no dia 16 de junho com 346 votos, e a votação final, em 25 de junho, demonstrou o alinhamento atípico entre diferentes espectros políticos em torno da derrubada do decreto.

Senado sela a decisão e amplia o protagonismo legislativo

O Senado confirmou a revogação de maneira simbólica, sem resistência significativa, e o texto foi publicado no Diário Oficial da União já no dia seguinte. Com isso, encerrou-se oficialmente a vigência do aumento do IOF e ficou registrado o protagonismo do Congresso no reequilíbrio de forças entre os Poderes.

A medida tem precedentes raros: desde 1988, apenas outras duas normas presidenciais de natureza semelhante foram revertidas por PDL. O episódio atual, portanto, reforça o papel do Legislativo como contrapeso institucional — especialmente em matérias que afetam diretamente a sociedade e a economia.

Consequências fiscais: governo revisa alternativas

A derrubada do decreto representa uma perda imediata de cerca de R$ 8 bilhões em 2025, segundo estimativas da equipe econômica. Embora não coloque em risco o cumprimento da meta fiscal do ano, a revogação cria pressões adicionais sobre o planejamento orçamentário para 2026 e os anos seguintes.

Nos bastidores, técnicos do Ministério da Fazenda estudam alternativas para recompor a receita perdida — entre elas, o aceleramento de medidas de combate à sonegação, revisão de renúncias fiscais específicas e eventual envio de projetos de lei com novos dispositivos tributários.

Até o momento, não há indicação formal de que o governo pretenda judicializar a questão no Supremo Tribunal Federal (STF), embora essa possibilidade tenha sido mencionada por alguns juristas como tese defensável.

Um sinal político relevante

Mais do que os efeitos fiscais, o episódio evidencia um sinal político claro: o Congresso está disposto a exercer um controle mais firme sobre medidas tributárias que afetem diretamente a economia real. Além disso, mostrou-se pouco disposto a respaldar aumentos de impostos, mesmo quando apresentados como mecanismos técnicos de reequilíbrio fiscal.

Para analistas, a votação também expõe um desafio de articulação entre o Executivo e sua base parlamentar. Não se trata, necessariamente, de uma crise, mas de um ajuste fino ainda em curso, em que o Planalto precisará calibrar melhor seus canais de diálogo com deputados e senadores, especialmente em pautas de impacto econômico.

Perspectivas: equilíbrio fiscal com coordenação política

O cenário fiscal brasileiro exige medidas firmes para conter o déficit público e viabilizar investimentos em áreas essenciais. Ao mesmo tempo, o episódio do IOF mostra que soluções exclusivamente técnicas, sem costura política adequada, tendem a enfrentar resistência.

O equilíbrio entre responsabilidade fiscal, justiça tributária e governabilidade dependerá de um esforço coordenado entre Executivo e Legislativo — e o episódio desta semana pode, paradoxalmente, servir como marco de maturidade institucional, caso resulte em um diálogo mais aberto e estruturado entre os Poderes.

Compartilhe

Sobre o autor

Publicidade

mais notícias

Filme “Todas Elas em Uma” estreia nos cinemas em maio e leva aos palcos da tela uma poderosa experiência musical sobre o feminino, a vida e o amor. Entre os dias 11 e 12 de maio, o filme será exibido nos cinemas com distribuição da Kolbe Arte em parceria com a Oficina Viva Produções, em 10 salas espalhadas pelo Brasil.
Advento, o tempo em que a esperança toma forma e prepara o coração para a luz que vem
Um chamado renovado às graças que transformam e sustentam o coração cristão.
Os 14 auxiliadores revelam como o Céu se inclina para socorrer aqueles que permanecem fiéis
Santa Catarina de Alexandria — a mente que desarmou impérios e o coração que não traiu Cristo
Cristo Rei reina do alto da cruz e conduz o tempo até a plenitude da sua glória
Onde a música se faz oração, o coração encontra o caminho da santidade
A reencarnação não cabe onde Cristo salva de uma vez para sempre
Reparação é devolver amor a quem nunca deixou de amar
A firmeza de São Odão de Cluny recorda que a verdadeira reforma começa no interior
Santo Alberto Magno foi um sábio que fez da inteligência um ato de fé viva
O Batismo é um começo sobrenatural que redefine quem somos e para onde caminhamos