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Crédito: Victoria Cardiel/ EWTN
Antes de ser elevado ao trono de São Pedro e tornar-se Papa Leão XIV, o então cardeal Robert Francis Prevost levava uma vida bastante reservada em Roma — inclusive no que diz respeito ao cuidado com a saúde física. Um dos aspectos menos conhecidos de sua rotina cotidiana era sua frequência à academia Omega, localizada no bairro de Prati, uma região residencial e tranquila da capital italiana, distante da agitação turística do Vaticano.
A academia Omega é uma instalação modesta, frequentada principalmente por moradores locais e alguns membros do clero que buscam manter uma rotina de exercícios sem ostentação. Foi ali, longe dos olhares da mídia, que Prevost cultivava hábitos simples, mas constantes, de atividade física. Segundo relatos dos funcionários da academia, ele era um frequentador assíduo e discreto, que raramente chamava atenção. Vestia roupas esportivas comuns, cumprimentava os funcionários com cordialidade e fazia seus exercícios com foco e disciplina.
Seu treinador pessoal, Valerio Masella, revelou em entrevista que jamais soube, durante todo o tempo em que o acompanhou, que Prevost era um cardeal da Cúria Romana. Para Masella, ele era apenas “Robert”, um senhor gentil e bem-educado, que seguia com dedicação um programa de treinos voltado para homens com mais de 50 anos, com ênfase em exercícios de resistência cardiovascular e correção postural. Masella destacou ainda a serenidade e a constância de Prevost: “Sempre vinha com um sorriso. Estava ali para cuidar da saúde, como qualquer outro cliente.“
A surpresa veio no dia da eleição papal, quando o mundo conheceu o novo Pontífice. Francesco Tamburlani, proprietário da academia, conta que foi avisado por seu filho: “Pai, é o Robert! Nosso cliente!” A equipe inteira ficou em choque — não pela incredulidade de que Prevost pudesse ocupar o posto, mas pelo fato de que ninguém ali imaginava que ele já ocupava posição de grande importância na Igreja. “Ele era uma presença tão simples, tão normal. Nunca quis aparecer”, disse Tamburlani.
A notícia de que um antigo cliente havia se tornado Papa encheu os funcionários da academia de orgulho. Embora o Vaticano ainda não tenha confirmado se Leão XIV continuará sua rotina de treinos, os responsáveis pela Omega já garantiram que as portas estarão sempre abertas para ele, com total discrição e segurança, caso deseje retornar. “Será sempre bem-vindo aqui. Mas agora vamos precisar de uma esteira blindada”, brincou o proprietário.
Além dos treinos na academia, sabe-se que Leão XIV também tem interesse por esportes como o tênis. Poucos dias após sua eleição, recebeu uma raquete de presente do tenista italiano Jannik Sinner, e comentou com bom humor que gostaria de participar de uma partida beneficente — embora tenha reconhecido que seus compromissos pontifícios talvez não lhe deixem muito tempo livre.
Esses detalhes da vida cotidiana de Robert Prevost revelam traços importantes de sua personalidade: a humildade, a disciplina silenciosa, o desapego de aparências e a proximidade com as realidades mais simples da vida. Esses aspectos agora ganham novo significado à luz de sua missão como sucessor de Pedro. O Papa Leão XIV, ao que tudo indica, permanece fiel àquele estilo de vida reservado e sereno que cultivava muito antes de vestir o branco.