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Crédito: Reprodução/SBT
Na noite da última quarta-feira, 14 de maio de 2025, um grave incidente marcou a partida entre São Paulo e Libertad, válida pela fase de grupos da Copa Libertadores, no estádio MorumBIS. Durante a comemoração do gol do atacante Lucca, uma placa metálica se desprendeu da estrutura na Cadeira Térrea Oeste, atingindo torcedores que estavam no anel inferior. O clube divulgou uma nota logo após o ocorrido, afirmando que as vítimas sofreram apenas ferimentos leves. No entanto, relatos da família de uma das vítimas contradizem essa versão.
Segundo o São Paulo Futebol Clube, dois torcedores teriam sido atingidos por destroços da placa, sofrendo apenas escoriações. Ambos teriam sido atendidos prontamente no estádio e encaminhados em estado estável ao Hospital do Campo Limpo. A diretoria também afirmou estar colaborando com as autoridades e analisando imagens das câmeras de segurança para apurar as causas do acidente.
Contudo, nas redes sociais e em entrevistas, o filho de uma das vítimas, identificado como Alexandre Edward, contestou publicamente a versão oficial divulgada pelo clube. Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram e reproduzido em veículos como o portal R7, ele afirmou que o atendimento só foi prestado após o fim da partida, e que as consequências do acidente foram muito mais sérias do que o clube deu a entender.
Segundo Alexandre, seu pai está atualmente internado na UTI, entubado, em estado grave. Já seu irmão sofreu um corte profundo na cabeça, precisando levar vários pontos. “Não foi algo leve, como estão falando. Eles só ajudaram depois do jogo acabar”, declarou no vídeo. No instagram, há um vídeo do pai gravemente ferido sendo socorrido pela equipe de resgate. O jovem também criticou a ausência de assistência imediata por parte do clube e cobrou mais responsabilidade por parte da gestão são-paulina. Nas publicações mais recentes, Alexandre diz que tanto o pai quanto o irmão, precisaram passar por uma cirurgia no crânio.

Diante da repercussão negativa, o São Paulo informou posteriormente que os torcedores foram transferidos para o Hospital Albert Einstein para continuidade do atendimento, reforçando que está prestando suporte às vítimas e suas famílias.
Esse não é o primeiro acidente registrado no estádio. Em 2017, um torcedor de 23 anos morreu ao cair do anel superior ao tentar mudar de setor. Dois anos depois, outro torcedor também caiu da arquibancada durante uma partida contra o Grêmio, mas sobreviveu com escoriações. Esses episódios, somados ao acidente mais recente, reforçam a urgência de uma reavaliação da segurança estrutural e dos protocolos de emergência adotados no MorumBIS.
Enquanto a investigação segue, familiares das vítimas pedem justiça, mais transparência e, sobretudo, que novos incidentes como esse sejam evitados. A integridade física dos torcedores, afinal, deve ser sempre prioridade máxima em qualquer evento esportivo.