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Crédito: Reprodução da Internet (Via: https://www.padrao.com.br/)
A Prefeitura de Florianópolis decretou situação de emergência em saúde pública nesta semana, diante do avanço expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no município. A medida, oficializada no Diário Oficial em 1º de maio, tem validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada, caso o cenário se agrave ou persista por tempo indefinido.
A decisão foi motivada pelo esgotamento da capacidade dos serviços de saúde locais. Todos os leitos hospitalares de retaguarda – tanto na capital quanto nas cidades vizinhas – encontram-se ocupados, dificultando a internação de novos pacientes que apresentam quadros respiratórios graves. Paralelamente, unidades de pronto atendimento e centros de saúde registram superlotação, com longas filas e sobrecarga de profissionais, o que elevou o alerta das autoridades sanitárias.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que o aumento acelerado dos atendimentos, principalmente relacionados a infecções respiratórias como pneumonias, bronquiolites e agravamentos de quadros virais, tem pressionado o sistema público de forma crítica desde o fim de abril. O risco sanitário é considerado elevado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades.
Com o decreto de emergência em vigor, o município ganha respaldo legal para adotar medidas mais ágeis e flexíveis no enfrentamento da crise. Entre as ações previstas estão a contratação emergencial de profissionais da saúde, aquisição imediata de insumos hospitalares e medicamentos, ampliação de leitos e reforço nos serviços de atenção básica e especializada.
Também estão previstas campanhas públicas de conscientização para estimular o uso de máscaras em locais fechados, a higiene frequente das mãos e a procura por atendimento médico já nos primeiros sinais de agravamento respiratório — como falta de ar, febre persistente e cansaço extremo. A prefeitura ainda recomenda que a população evite aglomerações e siga as orientações divulgadas pelos canais oficiais do município.
Especialistas alertam que o cenário atual pode ser reflexo da circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios, como influenza, rinovírus e o próprio SARS-CoV-2, agravado pelas mudanças de clima e pela queda da cobertura vacinal entre determinados grupos.
A prefeitura segue monitorando diariamente a situação e deve atualizar as medidas conforme a evolução dos casos. Enquanto isso, a recomendação geral é que a população esteja vigilante, especialmente nos cuidados preventivos, para ajudar a conter a propagação das doenças respiratórias e aliviar o sistema de saúde.