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Crédito: Reprodução da Internet (Via: Via: https://biopark.com.br/noticias/)
O número de golpes digitais tem crescido de forma expressiva no Brasil, com criminosos utilizando métodos cada vez mais sofisticados para enganar usuários e obter dados pessoais e financeiros. Segundo dados recentes, só em novembro de 2024 foram registradas mais de 1 milhão de tentativas de fraudes evitadas no país — uma a cada 2,5 segundos —, o que representa um aumento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ao longo de 2024, fraudes bancárias digitais e golpes por cartões movimentaram mais de R$ 10,1 bilhões, segundo relatório divulgado por autoridades de segurança pública. O diretor da Polícia Federal chegou a classificar o fenômeno como um “cangaço digital”, em referência à ousadia e organização dos grupos criminosos.
Entre os golpes mais comuns estão os ataques de phishing, links maliciosos enviados por e-mail, SMS ou WhatsApp, que direcionam o usuário a páginas falsas com o objetivo de roubar senhas e dados bancários. Também se destacam as falsas centrais de atendimento, nas quais golpistas se passam por funcionários de bancos ou empresas para solicitar informações sensíveis.
“Esses criminosos se aproveitam da pressa e da boa-fé das pessoas. A engenharia social é cada vez mais elaborada, com mensagens bem construídas e aparência profissional, o que dificulta a identificação imediata da fraude”, explica Marina Souza, analista em segurança digital.
A Febraban e o Banco Central vêm intensificando campanhas de conscientização, orientando a população a não clicar em links suspeitos, verificar a identidade de quem entra em contato, e nunca fornecer senhas, códigos ou dados bancários por telefone ou aplicativos de mensagens.
A Polícia Civil também registrou aumento significativo nos boletins de ocorrência relacionados a crimes cibernéticos. Embora pessoas idosas ainda sejam as vítimas mais recorrentes, os golpistas têm alcançado públicos variados, inclusive jovens e profissionais ativos que realizam operações bancárias pelo celular.
Especialistas recomendam uma série de medidas preventivas, tais como não fornecer dados por telefone ou mensagens; desconfiar de ofertas boas demais ou mensagens alarmistas; utilizar autenticação em duas etapas em aplicativos bancários e redes sociais; manter sistemas e aplicativos atualizados; evitar clicar em links não verificados.
Em caso de suspeita ou confirmação de golpe, é importante registrar boletim de ocorrência e entrar em contato imediatamente com a instituição financeira para tentar reverter os danos.