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Crédito: Facebook - Arcebispo Dom Joseph F. Naumann
Em março de 2025, o arcebispo Joseph F. Naumann, da Arquidiocese de Kansas City, Kansas, recorreu à Justiça para impedir que um grupo satânico realizasse um ritual que envolvia hóstias e vinho consagrados. A petição foi registrada no Tribunal Distrital do Condado de Leavenworth no dia 14 de março e tinha como alvos Michael T. Stewart e Travis L. Roberts, líderes do grupo The Satanic Grotto. O arcebispo alegou que os acusados estavam em posse indevida da Eucaristia e pretendiam usá-la em uma “Missa Negra”, programada para ocorrer no Capitólio do Estado do Kansas, em Topeka, no dia 28 de março.
A chamada “Missa Negra” é um rito que distorce a liturgia católica, geralmente incluindo a profanação de elementos sagrados, como a hóstia consagrada. Stewart e Roberts divulgaram publicamente a intenção de realizar essa cerimônia, afirmando que haviam obtido uma hóstia e vinho consagrados. Stewart chegou a declarar, através de postagens em redes sociais, que os itens foram adquiridos “de maneira legal”, sugerindo que haviam sido comprados pela internet.
Diante disso, o arcebispo Naumann entrou com a ação judicial para exigir a devolução dos itens sagrados, alegando que pertencem à Igreja Católica e que somente pessoas autorizadas podem possuí-los. Ele também solicitou que o tribunal proibisse Stewart e Roberts de profanar as espécies eucarísticas.
Na petição, o arcebispo Naumann argumenta que as hóstias e o vinho consagrados são propriedade da Igreja Católica e que apenas indivíduos autorizados podem possuí-los. Ele solicita ao tribunal que ordene a devolução imediata desses elementos sagrados, enfatizando que seu valor é incalculável devido à sua importância espiritual. Além disso, o arcebispo busca uma ordem restritiva para impedir que os réus danifiquem ou profanem as espécies eucarísticas. A ação judicial destacou a importância atribuída pela Igreja Católica à Eucaristia.
As autoridades do estado do Kansas se viram diante do desafio de equilibrar o direito à liberdade de expressão com o respeito às crenças religiosas. Embora, inicialmente, a realização do evento tenha sido permitida, a governadora Laura Kelly determinou que a cerimônia ocorresse fora do Capitólio estadual, considerando-a “desrespeitosa” e “ofensiva”.
A Arquidiocese de Kansas City convocou os fiéis para momentos de oração e adoração em resposta ao evento planejado. Em 25 de março, festa da Anunciação, o arcebispo Naumann planejou reconsagrar o estado do Kansas ao Imaculado Coração de Maria, buscando reafirmar a fé e a devoção da comunidade católica diante dos acontecimentos.