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Crédito: AFP
Nas primeiras horas da sexta-feira, a guerra ente Israel e Irã entrou em um novo capítulo e o mundo testemunhou um dos maiores e mais coordenados ataques militares da história recente do Oriente Médio. Israel lançou uma ofensiva aérea massiva contra alvos estratégicos dentro do território iraniano, incluindo instalações nucleares e centros de comando militar, desencadeando uma resposta imediata e agressiva de Teerã.
Fontes oficiais em Israel confirmaram que a operação começou pouco depois das 2h da manhã, horário local. Denominada “Operação Leão em Ascensão”, a ofensiva mobilizou mais de 200 aeronaves, incluindo caças F‑35I Adir, drones de reconhecimento e mísseis de longo alcance.
Os principais alvos foram instalações nucleares em Natanz, Fordow e Khondab, centros de comando da Guarda Revolucionária e prédios que, segundo a inteligência israelense, abrigavam cientistas nucleares e altos comandantes militares.
Entre os mortos confirmados estão o general Mohammad Bagheri, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, e Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária. Também foram reportadas mortes de cientistas ligados ao programa nuclear iraniano, cujos nomes ainda não foram oficialmente divulgados.
Segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, a ação foi uma resposta preventiva a “uma ameaça nuclear existencial”. Em um pronunciamento transmitido em rede nacional, Netanyahu declarou que Israel agiu “antes que fosse tarde demais”.
Poucas horas após os primeiros ataques, o Irã lançou sua resposta batizada de “Operação Verdade Fiel III”. Teerã disparou cerca de 150 mísseis balísticos de médio alcance e mais de 100 drones kamikaze em direção a território israelense.
O sistema de defesa antimísseis Iron Dome conseguiu interceptar grande parte dos projéteis, mas ao menos dois mísseis atingiram Tel Aviv, causando a morte de um civil e ferindo outras 71 pessoas. Em Jerusalém, sirenes de alerta soaram durante toda a madrugada, e moradores buscaram abrigo em estacionamentos subterrâneos e estações de metrô.
O governo iraniano contabiliza até o momento mais de 90 mortos e cerca de 330 feridos, incluindo militares e civis. As instalações nucleares sofreram danos consideráveis, especialmente em Natanz e Khondab. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que houve impactos estruturais nas centrífugas de enriquecimento de urânio, mas que, até o momento, não há sinais de vazamento radiológico.
Em Israel, além das vítimas fatais e dos feridos, foram registrados danos materiais em áreas residenciais, especialmente em Tel Aviv e cidades vizinhas.
A comunidade internacional reagiu com preocupação. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião emergencial para discutir o conflito. Os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, reafirmaram o direito de defesa do Estado judeu, mas pediram moderação para evitar um conflito regional de larga escala.
O Pentágono, entretanto, deixou claro que qualquer ataque iraniano contra bases americanas no Oriente Médio será considerado uma linha vermelha. Por enquanto, as tropas americanas permanecem em estado de alerta máximo na região.
A Rússia e a China, em comunicado conjunto, condenaram a ação israelense e pediram o fim imediato das hostilidades. A União Europeia, por sua vez, emitiu uma nota de “profunda preocupação”, alertando para os efeitos catastróficos de uma guerra prolongada.
O ataque também provocou um impacto imediato nos mercados financeiros globais. O preço do barril de petróleo tipo Brent saltou mais de 12%, ultrapassando os US$ 85. As principais bolsas de valores europeias e americanas fecharam em queda. Analistas apontam o temor de interrupções nas rotas de exportação de petróleo pelo estreito de Ormuz como a principal razão para o nervosismo nos mercados.
O grande temor no momento é a possibilidade de que o conflito se amplifique para outros frontes. O Hezbollah, no Líbano, permanece em estado de alerta, mas até o momento não lançou nenhum ataque contra Israel. Os Houthis, no Iêmen, emitiram comunicados ameaçando ações contra navios israelenses no Mar Vermelho.
Israel, por sua vez, reforçou suas defesas ao norte e mobilizou reservistas. O país também mantém aviões e baterias de mísseis prontos para uma possível segunda onda de ataques.
A situação permanece volátil. Especialistas em segurança internacional avaliam que Israel pode estar preparando novas ofensivas para completar os objetivos militares que, segundo fontes do Ministério da Defesa, ainda não foram plenamente atingidos.
Do lado iraniano, líderes políticos e religiosos prometem vingança, enquanto a população de Teerã vive momentos de tensão, com escolas fechadas e hospitais em alerta máximo.
No momento, tanto Israel quanto o Irã permanecem em postura de confronto, enquanto o mundo observa com temor a escalada de um conflito que pode, a qualquer momento, tomar proporções muito maiores.
A guerra ainda está se desenrolando. O ataque israelense é, até agora, a demonstração militar mais ousada contra o Irã em décadas. O risco de um conflito de grandes proporções é real, e os próximos dias serão decisivos para definir se o Oriente Médio caminha para uma guerra prolongada ou se a diplomacia conseguirá, ao menos temporariamente, conter o avanço das hostilidades.