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Crédito: Comunidade Católica Shalom
Não é só um festival. É uma experiência que transforma. De 23 a 27 de julho de 2025, o coração do Ceará bate mais forte no Condomínio Espiritual Uirapuru, quando milhares de jovens e famílias se reúnem para viver algo que vai muito além de música: o Halleluya Fortaleza. É evangelização com criatividade, liturgia com beleza, arte com doutrina. Uma verdadeira cidade da paz se ergue onde antes havia apenas concreto. E ela fala alto — de Deus, da Igreja, da juventude que não se envergonha de crer.
O CEU (como é chamado o local do evento) se transforma, literalmente, num oásis. São palcos simultâneos, capelas, confessionários, espaços para esportes, atividades culturais, debates, teatro, louvor, silêncio. Sim, tudo isso junto — e em plena harmonia. A organização impressiona, e não por acaso: são centenas de voluntários da Comunidade Católica Shalom que se desdobram para garantir que cada detalhe aponte para o essencial. Aqui, até a logística é evangelizadora.
A grande estrela do Halleluya não tem nome humano. O centro de tudo é a Eucaristia. Todas as noites, a programação inclui missas solenes, adoração e confissão. O chamado “Espaço da Misericórdia” é um dos mais procurados — com cerca de 30 sacerdotes atendendo confissões até altas horas. Ali não tem fila para foto, mas tem fila para a graça. A juventude brasileira, que tantos dizem perdida, mostra que está sedenta de verdade e sede de Deus.
A programação artística do Halleluya é extensa e cuidadosamente montada para refletir a diversidade da música católica no Brasil. A cada noite, nomes consagrados dividem o palco com novos talentos. Mas todos têm algo em comum: evangelizam sem diluir a fé.
23 de julho – quarta-feira
Batista Lima
Yuri Costa
Gabriela de Sá
Guilherme de Sá
24 de julho – quinta-feira
Juninho Cassimiro
Adoração e Vida
Irmã Kelly Patrícia
Rosa de Saron
25 de julho – sexta-feira
Pe. Adriano Zandoná (com participação de Bruna Marta)
Suely Façanha
Adriana Arydes
Pe. Fábio de Melo
Flávio Vitor
26 de julho – sábado
Morelzinho
Frei Gilson
Missionário Shalom
Cosme
Sopragod
27 de julho – domingo (encerramento)
Pe. Marcelo Rossi
Davidson Silva
Fraternidade São João Paulo II
O Halleluya é dividido por linguagens. Para os que se expressam com rima, esporte, dança e cultura urbana, o Palco Street é território fértil. Para os que vibram com games, cultura geek e eletrônica católica, a Arena Cultural é o espaço. Tem ainda o Palco Adventure, que mistura adrenalina, shows e evangelização jovem, e o Halleluya Kids, voltado para as crianças — com teatro, contação de histórias, missa infantil e brincadeiras.
E não pense que são espaços “secundários”. Em todos eles há catequese, oração e conteúdo sólido. Nada de raso ou “só entretenimento”. A regra é clara: tudo ali deve levar a uma experiência com Cristo. Sem exceção.
Eis o mistério do Halleluya. Em um mesmo espaço, no mesmo horário, há gente em silêncio adorando o Santíssimo e há jovens pulando ao som de uma banda católica. Há fila para confissão e há fila para os food trucks. Há famílias inteiras, seminaristas, religiosos, artistas, missionários, e até quem “caiu de paraquedas” e foi surpreendido pela graça. É um mosaico que só o Espírito Santo poderia montar.
Enquanto o palco ecoa louvor, a caridade se movimenta em silêncio. O festival arrecada toneladas de alimentos para os mais pobres, realiza doações de sangue com o Hemoce, promove cadastro de medula óssea e ainda realiza bazares e ações sociais com os mais necessitados. Aqui, fé e obras não estão em lados opostos. Estão de mãos dadas.
O Halleluya 2025 também dá uma aula de inclusão real. Dois espaços são destaque: o Espaço da Calma, criado para pessoas neurodivergentes (como autistas), com ambiente sensorialmente controlado; e o Espaço PCD, que garante acessibilidade plena a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. E mais: esses espaços não são “isolados” nem “assistencialistas” — são parte integral do evento. Inclusão aqui não é discurso de marketing, é prática do Evangelho.
Com mais de um milhão de participantes esperados ao longo dos cinco dias, a segurança é levada a sério. A prefeitura de Fortaleza mobilizou efetivo especial da PM, Guarda Municipal, SAMU, agentes de trânsito e bombeiros civis e militares. Foram abertas três vias de acesso ao CEU, com ampliação da capacidade de entrada e saída para garantir fluidez no trânsito e segurança para todos. É logística de grande evento, com alma de missão.
O Halleluya não é um evento “alternativo”. Ele é, cada vez mais, um dos grandes festivais de cultura do Brasil. E o melhor: sem precisar abrir mão da doutrina. Pelo contrário, é justamente por ser fiel à fé católica, ao Magistério, à liturgia e à moral cristã que ele cresce. A beleza da Igreja é mostrada em cada canto, cada música, cada gesto. E isso evangeliza com força.
Enquanto o mundo se afoga em barulho, relativismo e desespero, o Halleluya aparece como um respiro. Não é fuga, é combate. Não é alienação, é missão. Ele mostra que é possível viver a fé de forma pública, alegre, exigente e profundamente católica. E mostra mais: que essa fé não está morta. Está mais viva do que nunca.
Em Fortaleza, por cinco dias, a juventude prova que o Evangelho ainda é a melhor notícia do mundo.