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Crédito: Reprodução/Imagens TV Globo
Por volta das 3h40 da madrugada desta quinta-feira, 15 de maio de 2025, um incêndio de grandes proporções atingiu e destruiu completamente as instalações da Escola Municipal Leitão da Cunha, situada na Rua Major Ávila, no tradicional bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.
As primeiras chamas foram avistadas por vizinhos, que imediatamente acionaram o Corpo de Bombeiros. Equipes dos quartéis da Tijuca e de Vila Isabel chegaram rapidamente ao local e deram início ao combate ao fogo, que já havia tomado grande parte da estrutura. Os trabalhos intensos duraram cerca de uma hora até que o incêndio fosse controlado. Apesar da agilidade dos bombeiros, os danos foram irreversíveis: o telhado do prédio desabou e todo o interior da escola foi consumido pelas chamas.
Pela manhã, a cena era desoladora. Livros carbonizados, carteiras retorcidas, paredes enegrecidas e restos de material pedagógico espalhados pelo chão transformaram o local de aprendizado em um cenário de destruição. A Defesa Civil foi acionada e interditou imediatamente o imóvel, que apresenta riscos estruturais evidentes. A escola permanecerá fechada até nova avaliação técnica e reconstrução.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação informou que já está organizando a transferência emergencial dos alunos para outras unidades da rede pública da região. A prioridade, segundo a pasta, é garantir que as atividades escolares não sejam interrompidas e que os estudantes mantenham o vínculo educacional enquanto o prédio atingido passa por avaliação e, futuramente, por obras de reconstrução.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli estiveram no local nas primeiras horas da manhã para colher indícios que possam esclarecer a origem do fogo. Uma das hipóteses preliminares é a possibilidade de curto-circuito, mas nada foi confirmado até o momento.
A Escola Municipal Leitão da Cunha atendia cerca de 400 alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental I e é conhecida na região por seu trabalho pedagógico humanizado e pela integração com a comunidade local. Vizinhos relataram tristeza ao verem um espaço tão importante para o bairro ser consumido pelas chamas. “Meu filho estuda aqui desde os quatro anos. É como se a gente tivesse perdido parte da nossa história”, disse a dona de casa Regina Santos, moradora da rua ao lado da escola.
Nas redes sociais, pais e ex-alunos da escola compartilharam mensagens de solidariedade e mobilização para ajudar a comunidade escolar. Há movimentos locais sendo organizados para arrecadação de material escolar e apoio psicológico às famílias afetadas.
A prefeitura do Rio ainda não divulgou um prazo para a reconstrução do prédio, mas garantiu que a unidade será reerguida. Técnicos da Secretaria de Infraestrutura Urbana e da própria Educação devem realizar, nos próximos dias, uma análise detalhada dos escombros para elaborar o projeto de recuperação.
Enquanto isso, a comunidade escolar tenta lidar com a perda abrupta de um espaço que era mais do que uma instituição de ensino: era também um ponto de encontro, acolhimento e transformação social. Em meio aos destroços, permanece a esperança de que, em breve, os portões da Leitão da Cunha voltem a se abrir para receber novamente seus alunos com alegria e segurança.