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Crédito: Divulgação
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, foi oficialmente afastado do cargo por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão foi proferida pelo desembargador Gabriel Zéfiro, que apontou falhas no processo que garantiu a permanência de Rodrigues na presidência da entidade.
O afastamento tem como base um acordo firmado em 2022 que permitiu a recondução de Rodrigues ao comando da CBF. Segundo a decisão judicial, esse acordo teria contado com a assinatura irregular do então vice-presidente da entidade, Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes. Laudos periciais anexados ao processo indicam que Nunes já apresentava, à época, comprometimentos cognitivos severos, o que colocaria em dúvida a validade de sua anuência no documento.
Com a saída de Rodrigues, a presidência interina será assumida por Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da instituição. Conforme determinação da Justiça, Sarney deverá organizar novas eleições no menor prazo possível, com expectativa de realização até meados de junho.
Essa não é a primeira vez que Rodrigues enfrenta questionamentos judiciais envolvendo sua gestão. Em dezembro de 2023, ele já havia sido afastado por ordem judicial, mas retornou ao cargo no mês seguinte após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
O novo afastamento ocorre em um momento de instabilidade dentro da CBF. Sob a gestão de Ednaldo Rodrigues, a entidade anunciou recentemente a contratação de Carlo Ancelotti como técnico da seleção brasileira. Com a mudança no comando, surgem dúvidas quanto à continuidade do treinador italiano à frente do projeto esportivo da equipe.
Até o momento, a CBF não se manifestou oficialmente sobre a decisão do Tribunal de Justiça. A expectativa é que o cenário institucional da entidade se redefina nas próximas semanas, com a convocação e realização de um novo processo eleitoral.