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Crédito: FABIO GIANNELLI/AGIF
O sábado (28) marcou o pontapé definitivo na fase de oitavas de final da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025, realizada este ano nos Estados Unidos. O dia trouxe retratos bem distintos do futebol: de um lado, a vitória suada do Palmeiras sobre o Botafogo num clássico brasileiro tenso e com cara de Libertadores; do outro, a exibição convincente e impiedosa do Chelsea, que atropelou o Benfica e carimbou sua vaga nas quartas de final. Os jogos abriram oficialmente o mata-mata e já começam a moldar a cara da competição, que caminha para quartas de final repletas de gigantes europeus e sul-americanos.
No Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Palmeiras e Botafogo protagonizaram um duelo de nervos, digno de libertadores, com marcação dura, muitas interrupções e pouquíssimas chances de gol. A vitória palmeirense por 1 a 0 veio apenas graças a um pênalti convertido por Raphael Veiga, aos 31 minutos do segundo tempo, após toque de mão do zagueiro Adryelson dentro da área.
O jogo teve momentos de tensão quase insuportável para a torcida alviverde. O Botafogo acertou duas bolas na trave — uma cabeçada perigosa de Tiquinho Soares ainda no primeiro tempo, e um chute de Eduardo já na segunda etapa, ambos que poderiam ter mudado completamente o cenário da partida.
Weverton, goleiro do Palmeiras, foi fundamental, fazendo ao menos três defesas cruciais, incluindo uma cobrança de falta venenosa de Eduardo que ia no ângulo. Ao final, Abel Ferreira admitiu a dificuldade:
“Sabíamos que seria jogo de detalhes. Fomos consistentes, mas não fizemos nosso melhor jogo. Precisamos acelerar mais o nosso ataque. Mas é mata-mata: o que conta é passar.”
Para o Botafogo, ficou a frustração de ter feito uma partida corajosa, mas incapaz de transformar volume em gols. A equipe carioca teve maior posse em parte do segundo tempo, mas faltou qualidade para furar o bloqueio palmeirense.
O Palmeiras, apesar da classificação, mostrou dificuldades na criação ofensiva. Contra equipes europeias, essa lentidão pode ser fatal. Já o Botafogo mostrou valentia, mas a limitação técnica pesou no momento decisivo.
No segundo jogo do dia, no Bank of America Stadium, em Charlotte, o Chelsea atropelou o Benfica com autoridade. O placar de 4 a 1 poderia até ter sido maior, tamanho foi o domínio inglês, sobretudo no primeiro tempo.
Logo aos 11 minutos, Enzo Fernández — ex-Benfica — acertou um míssil de fora da área, sem chances para Trubin, abrindo o placar. Aos 26, Sterling ampliou, aproveitando sobra na pequena área. O Benfica, desnorteado, não conseguia sair do seu campo. Ainda antes do intervalo, Nkunku marcou o terceiro em jogada individual.
Na volta do segundo tempo, o Benfica até esboçou reação, com Rafa Silva descontando em belo chute colocado. Mas o Chelsea matou o jogo num contra-ataque fulminante concluído por Cole Palmer, fechando a goleada.
O técnico Mauricio Pochettino destacou a consistência do time:
“Estivemos muito intensos, foi uma das melhores atuações da temporada. Precisamos manter essa pegada.”
Do lado português, a decepção foi visível. O técnico Roger Schmidt admitiu que a equipe “não conseguiu competir no nível necessário”.
O Chelsea jogou com fluidez e pressão alta, sufocando o Benfica. Ainda assim, revelou algumas brechas defensivas que times maiores podem explorar. Já o Benfica foi irreconhecível, muito longe do time sólido que encantou na fase de grupos.
Além de Palmeiras e Chelsea, os próximos dias reservam embates eletrizantes para definir os demais classificados às quartas:
Enquanto as oitavas revelaram desde a solidez tática do Palmeiras até o rolo compressor que é o Chelsea, o Mundial de Clubes 2025 já deixa claro que não haverá espaço para erros daqui em diante. O mata-mata separa quem sabe sofrer de quem impõe respeito, e o caminho até a final promete duelos que misturam tradição, milhões de euros e a sede insaciável de erguer o troféu. Agora, é cada jogo valendo a vida — e só os mais preparados seguirão escrevendo história nos gramados dos Estados Unidos.