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Após quatro dias de tensão provocados por uma série de ataques que atingiram cerca de 70 ônibus na Grande São Paulo, o sistema de transporte público voltou a operar normalmente nesta segunda-feira (16). A informação foi confirmada pela SPTrans (São Paulo Transporte) e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Entre a quinta-feira (12) e o domingo (15), diversos veículos foram alvos de ações criminosas que incluíram incêndios, pneus furados, cabos cortados e depredações. Os ataques se concentraram principalmente em municípios do Grande ABC, como Santo André e São Bernardo do Campo, mas também atingiram regiões periféricas da capital paulista.
A situação levou a interrupções temporárias de algumas linhas e afetou a rotina de milhares de passageiros, especialmente em áreas mais vulneráveis da zona sul da capital e nos corredores que ligam São Paulo ao ABC.
Na manhã de segunda-feira, porém, a circulação foi retomada integralmente. Segundo a SPTrans, a operação das linhas foi restabelecida sem registro de novos incidentes. Todas as garagens liberaram a frota normalmente, e os coletivos circularam de acordo com os horários regulares.
A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana reforçaram o patrulhamento em áreas estratégicas, incluindo garagens, terminais e corredores de grande fluxo. A SSP também anunciou a intensificação das investigações para identificar os responsáveis pelos ataques.
De acordo com a secretaria, as forças de segurança estão analisando imagens de câmeras públicas e privadas para rastrear os autores dos atos de vandalismo. As investigações estão sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e das delegacias de polícia das regiões afetadas.
A Prefeitura de São Paulo declarou que acompanha o caso de perto e que todas as medidas preventivas estão sendo adotadas para garantir a segurança de motoristas, cobradores e passageiros.
Até o momento, não há informações oficiais sobre prisões ou identificação dos envolvidos. As autoridades também não divulgaram se há suspeitas de participação de facções criminosas ou de grupos organizados por motivação política ou social.
A SPTrans orienta a população a reportar qualquer situação suspeita através de seus canais oficiais, como o número 156 e o aplicativo de serviços da Prefeitura. O policiamento ostensivo deverá continuar ao longo da semana, especialmente nas rotas que sofreram os ataques.
Os sindicatos que representam os trabalhadores do transporte público manifestaram preocupação com a segurança dos profissionais, mas, com a normalização da situação, descartaram, por ora, a possibilidade de paralisações preventivas.
A expectativa agora é que o sistema siga funcionando dentro da normalidade, enquanto as investigações avançam para esclarecer os responsáveis por uma das maiores séries de ataques ao transporte coletivo da região nos últimos anos.