USD 
USD
R$5,0784down
12 jun · FX SourceCurrencyRate 
CurrencyRate.Today
Check: 12 Jun 2026 14:15 UTC
Latest change: 12 Jun 2026 14:08 UTC
API: CurrencyRate
Disclaimers. This plugin or website cannot guarantee the accuracy of the exchange rates displayed. You should confirm current rates before making any transactions that could be affected by changes in the exchange rates.
You can install this WP plugin on your website from the WordPress official website: Exchange Rates🚀
comungar de joelhos

Crédito: Vatican Media

Os fiéis podem comungar de joelhos e receber a hóstia na boca?

Um direito garantido aos fiéis, uma expressão milenar de reverência e um testemunho vivo da fé na presença real de Cristo na Eucaristia

A maneira como os fiéis recebem a Sagrada Comunhão expressa sua fé, reverência e amor a Nosso Senhor Jesus Cristo realmente presente na Eucaristia. Uma das práticas que suscitam dúvidas e, por vezes, controvérsias, é a de receber a comunhão de joelhos. Afinal, o fiel pode ou não pode comungar dessa forma? A resposta é clara à luz dos documentos da Igreja: sim, pode.

O que dizem os documentos da Igreja?

1. Instrução Redemptionis Sacramentum (2004)

Este documento, emitido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e aprovado expressamente por São João Paulo II, afirma:

Os fiéis têm sempre o direito de receber a Sagrada Comunhão na boca, segundo o seu juízo, e ajoelhados se assim o preferirem.
(Redemptionis Sacramentum, n. 91)

Este é o texto mais claro e direto do Magistério recente sobre o tema. Ele estabelece que ninguém — nem mesmo o celebrante, bispo ou ministro extraordinário — pode negar a comunhão a quem a deseja receber de joelhos, desde que esteja devidamente disposto.

2. Instrução Inaestimabile Donum (1980)

Também aprovada por São João Paulo II, esta instrução reforça:

Não se pode negar a Sagrada Comunhão a um fiel que a peça de maneira lícita, esteja ele de joelhos ou de pé.
(Inaestimabile Donum, n. 11)

A tradição litúrgica da Igreja

Por mais de mil anos, a prática universal da Igreja era a de comungar de joelhos e na boca. Esta tradição remonta à época dos Padres da Igreja e perdurou até depois do Concílio Vaticano II, mesmo com a introdução gradual da comunhão na mão (por indulto).

São Tomás de Aquino, na Suma Teológica, ao falar sobre o respeito devido à Eucaristia, ensina:

A reverência para com este Sacramento exige que nada o toque senão o que é consagrado…
(Suma Teológica, III, q. 82, a. 3)

A genuflexão ou o ajoelhar-se são gestos que expressam reconhecimento da Presença Real de Cristo, o que é profundamente coerente com a fé católica.

E a comunhão em pé e na mão?

A comunhão em pé e na mão foi permitida por indulto — ou seja, uma exceção à norma universal da Igreja. Esse indulto foi concedido em países que o solicitaram, mas a norma universal ainda permanece a comunhão na boca. A Instrução Memoriale Domini (1969) alerta que:

A maneira tradicional de distribuir a Sagrada Comunhão deve ser conservada. […] A Santa Sé acredita que esta maneira de comungar, não apenas está mais de acordo com a tradição secular da Igreja, mas também é sinal de reverência dos fiéis.
(Memoriale Domini, 1969)

Portanto, a comunhão na mão não é a norma universal da Igreja, mas uma exceção permitida sob certas condições.

O que fazer quando um sacerdote nega a comunhão de joelhos?

O fiel tem o direito de comunicar tal abuso à autoridade competente. A Redemptionis Sacramentum orienta que:

Qualquer fiel tem o direito de apresentar uma queixa sobre um abuso litúrgico ao Ordinário local ou à Sé Apostólica […]
(Redemptionis Sacramentum, n. 184).

Porém, também devem ser evitadas quaisquer situações que causem conflitos durante a Santa Missa, especialmente no momento da comuhão. Se o padre negar a comunhão na boca ou de joelhos, no momento obedeça e depois tome as providências de acordo com os ensinamentos da Igreja.

O Papa Bento XVI, em sua autobiografia, escreveu que se preocupava com a falta de reverência na liturgia e, por isso, em todas as missas que celebrava enquanto Papa, distribuía a comunhão de joelhos e na boca.

Exemplos de santos e pontífices

  • São João Paulo II, mesmo após a permissão para a comunhão na mão, sempre distribuiu a Eucaristia na boca e incentivava a reverência.
  • Bento XVI, como Papa, aboliu o uso da comunhão na mão nas missas que celebrava.
  • Papa Francisco, embora pessoalmente distribua a comunhão em pé, já declarou que ninguém pode ser forçado a comungar de uma forma que contradiga a sua consciência e o seu sentido de reverência.

Com base na doutrina, nos documentos oficiais e na tradição da Igreja, é plenamente lícito e louvável comungar de joelhos e na boca. Trata-se de um direito garantido aos fiéis, que deve ser respeitado por todos os ministros ordenados ou leigos.

A postura de joelhos é uma expressão corporal de adoração e reverência que condiz com a majestade do Sacramento do Altar. Num tempo em que a fé na presença real de Cristo na Eucaristia é tantas vezes relativizada, essa postura serve como testemunho público da verdade central da fé católica.

Compartilhe

Sobre o autor

Publicidade

mais notícias

Filme “Todas Elas em Uma” estreia nos cinemas em maio e leva aos palcos da tela uma poderosa experiência musical sobre o feminino, a vida e o amor. Entre os dias 11 e 12 de maio, o filme será exibido nos cinemas com distribuição da Kolbe Arte em parceria com a Oficina Viva Produções, em 10 salas espalhadas pelo Brasil.
Advento, o tempo em que a esperança toma forma e prepara o coração para a luz que vem
Um chamado renovado às graças que transformam e sustentam o coração cristão.
Os 14 auxiliadores revelam como o Céu se inclina para socorrer aqueles que permanecem fiéis
Santa Catarina de Alexandria — a mente que desarmou impérios e o coração que não traiu Cristo
Cristo Rei reina do alto da cruz e conduz o tempo até a plenitude da sua glória
Onde a música se faz oração, o coração encontra o caminho da santidade
A reencarnação não cabe onde Cristo salva de uma vez para sempre
Reparação é devolver amor a quem nunca deixou de amar
A firmeza de São Odão de Cluny recorda que a verdadeira reforma começa no interior
Santo Alberto Magno foi um sábio que fez da inteligência um ato de fé viva
O Batismo é um começo sobrenatural que redefine quem somos e para onde caminhamos