USD | R$4,9914 |
|---|
Crédito: Reprodução da Internet
Nesta terça-feira, a Seleção Brasileira entra em campo diante do Paraguai, na Neo Química Arena, em São Paulo, com mais do que três pontos em jogo: está em pauta a chance de carimbar de forma antecipada o passaporte para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México.
O jogo, válido pela 16ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, pode representar o fim de uma etapa marcada por instabilidades técnicas e institucionais, abrindo um novo ciclo com Carlo Ancelotti à frente do comando técnico. Contudo, a classificação antecipada não depende apenas da vitória brasileira. A vaga direta estará garantida apenas com uma combinação de resultados envolvendo o confronto entre Uruguai e Venezuela, que ocorre simultaneamente em Montevidéu.
Após 15 rodadas das Eliminatórias, a Seleção ocupa a quarta posição, com 22 pontos, atrás de Argentina (34), Equador (24) e Paraguai (24). Na perseguição mais próxima, estão Uruguai (21) e Colômbia (20), seguidos por Venezuela (18) e Bolívia (14).
A Conmebol garante seis vagas diretas para o Mundial, mais uma para a repescagem internacional. Portanto, com uma vitória sobre o Paraguai, o Brasil poderia alcançar 25 pontos, ficando inalcançável para os adversários diretos que ainda brigam por essa zona da tabela — desde que a Venezuela não vença o Uruguai fora de casa.
O caminho está claro, mas exige três peças se encaixando:
Se essas condições forem cumpridas, o Brasil não poderá mais ser alcançado por quem estiver abaixo da 6ª posição e, portanto, garantirá sua presença na Copa do Mundo, mesmo restando ainda três rodadas a serem disputadas.
Por outro lado, se a Venezuela vencer o Uruguai, a vaga matemática do Brasil ainda será adiada para as rodadas seguintes, uma vez que a equipe venezuelana poderia chegar aos mesmos 25 pontos, levando o cenário para critérios como saldo de gols e vitórias.
A partida contra o Paraguai marcará o primeiro jogo da Seleção no Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti, que celebra, inclusive, seu aniversário de 66 anos nesta terça-feira. O treinador italiano, multicampeão por clubes europeus, vive seus primeiros desafios à frente da equipe canarinho. No último jogo, contra o Equador, a Seleção empatou sem gols, numa atuação segura defensivamente, mas ainda com carência criativa no setor ofensivo.
Para a partida de hoje, Ancelotti deve apostar numa formação mais agressiva. A escalação provável conta com Alisson no gol; Vanderson, Marquinhos, Alex e Alex Sandro na defesa; Casemiro, Gerson e Bruno Guimarães no meio; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Jr no ataque. A volta de Raphinha após suspensão é vista como ponto positivo, enquanto a permanência de Matheus Cunha como centroavante indica a preferência de Ancelotti por um jogo mais físico e vertical.
Na véspera da partida, o goleiro Alisson falou sobre a expectativa do grupo:
“Estamos com os pés no chão, mas sabemos que temos uma grande chance nas mãos. O importante é fazermos nossa parte com seriedade e confiança. A defesa tem sido sólida e isso nos dá tranquilidade para crescer no ataque.”
Já o técnico Ancelotti pediu calma aos torcedores:
“Não é uma transformação da noite para o dia. É uma equipe com identidade, mas que está em transição. Precisamos vencer, sim, mas também construir uma maneira de jogar que seja consistente para a Copa.“
Garantir a vaga ainda nesta rodada traz múltiplos benefícios: alívio da pressão, possibilidade de testes táticos nas rodadas finais, fortalecimento da confiança da comissão técnica e tempo adicional para planejamento logístico e técnico da preparação para o Mundial.
Além disso, uma classificação com antecedência também cumpre papel simbólico importante: após meses de turbulência, troca de técnicos e críticas ao desempenho irregular, a Seleção voltaria a apresentar a imagem de potência incontestável no futebol continental.
Independentemente da classificação nesta terça-feira, o Brasil ainda enfrentará o Chile (fora de casa) e a Bolívia (em casa) nas duas rodadas finais das Eliminatórias. Caso a vaga seja garantida hoje, essas partidas servirão como laboratório para consolidação do trabalho de Ancelotti.
O Brasil está a um passo da classificação para a Copa do Mundo de 2026. Se vencer o Paraguai e contar com um tropeço da Venezuela contra o Uruguai, poderá comemorar não só mais uma presença no maior palco do futebol mundial, mas também o início oficial de um novo ciclo sob o comando de um dos técnicos mais respeitados do mundo. O torcedor, como sempre, acompanha com expectativa e paixão – e espera, talvez, um presente de aniversário para Ancelotti e para o país inteiro.