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Crédito: Reprodução da Internet (Via: https://neofeed.com.br/blog/)
O governo dos Estados Unidos anunciou um novo aumento nas tarifas de importação sobre produtos chineses, elevando a taxa total para 145%, o maior patamar já registrado desde o início da guerra comercial entre os dois países. A medida foi confirmada pela Casa Branca e soma uma tarifa de retaliação de 125% com um acréscimo de 20% relacionado a sanções anteriores por questões ligadas ao tráfico de fentanil.
Esse novo pacote tarifário aprofunda o confronto comercial entre Estados Unidos e China, iniciado ainda no primeiro mandato do presidente Donald Trump. As tarifas começaram em 34%, foram elevadas para 84%, depois para 125% e, agora, chegam a 145%, conforme comunicado oficial da administração norte-americana.
Paralelamente, Trump anunciou a suspensão temporária – por 90 dias – das tarifas globais de 10% aplicadas a outros países, focando exclusivamente o aumento sobre produtos chineses. A decisão visa proteger a indústria americana e conter o desequilíbrio comercial com Pequim, segundo a Casa Branca.
O anúncio das tarifas de 145% sobre produtos chineses provocou reações imediatas nos mercados financeiros. A Bolsa de Wall Street registrou quedas expressivas após dias de alta histórica, refletindo a preocupação dos investidores com a instabilidade nas relações comerciais entre EUA e China. Em contrapartida, bolsas internacionais subiram após a suspensão temporária das tarifas para outros parceiros comerciais.
Especialistas alertam que a escalada tarifária pode prejudicar cadeias de suprimentos globais e comprometer o crescimento econômico internacional. A Organização Mundial do Comércio (OMC) manifestou preocupação com os efeitos de medidas protecionistas tão severas e com os possíveis reflexos negativos no PIB global.
Empresas norte-americanas com negócios na China criticaram a falta de clareza na política comercial do governo e sinalizaram possíveis atrasos em investimentos e operações internacionais. A indústria tecnológica e o setor de manufatura estão entre os mais afetados.
Em resposta à nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos, o governo chinês anunciou um aumento nas suas próprias tarifas sobre produtos norte-americanos, elevando as taxas para 84%. A medida foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China como uma “ação proporcional e necessária” para proteger os interesses econômicos do país diante do que classificou como “hostilidade comercial injustificada” por parte de Washington. Autoridades chinesas também alertaram que novos ajustes poderão ser implementados caso os EUA mantenham a escalada, sinalizando que a disputa comercial tende a se intensificar nas próximas semanas.
A imposição de tarifas de 145% sobre produtos chineses marca um novo capítulo na guerra comercial entre EUA e China. A medida reafirma a postura protecionista da atual administração norte-americana e pode gerar consequências significativas para o comércio internacional. O mundo agora observa com atenção os desdobramentos dessa disputa que pode redefinir o cenário econômico global.