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As Antigas Neumas

Todas as Músicas Carregam a Marca da Fé

A música faz parte da vida das pessoas, além de ser parte muito importante da Liturgia da Igreja Católica, mas o que muita gente não sabe, é que a criação das notas musicais como conhecemos hoje, tem tudo a ver com o catolicismo.

O canto tradicional da Igreja Católica é o canto gregoriano. Ele era basicamente o único canto utilizado dentro das igrejas na liturgia e, embora isso tenha mudado um pouco nos dias de hoje, ele ainda está presente na Igreja Católica principalmente no Rito Tridentino, além de ser parte da tradição cristã.

Até o comecinho do século XI a notação musical utilizada para os cantos eram as chamadas “neumas”, desenhos que indicavam como a pessoa deveria cantar. É o que se transformou no que conhecemos como partitura hoje em dia. O problema é que as neumas eram muito complexas, causando dificuldades tanto na interpretação quanto na execução dos cantos, o que acabava ocasionando erros quando eram cantados.

Foi justamente isso que o monge beneditino Guido d’Arezzo percebeu. A partir daí, ele teve uma brilhante ideia para resolver essa questão: na intenção de facilitar a leitura e compreensão das músicas para que elas pudessem ser cantadas da forma mais perfeita possível, o que era muito exigido na liturgia, Guido se inspirou em um hino de São João Batista. Ele pegou a primeira sílaba de cada verso desse hino e nomeou as notas musicais. Somente a nota “Si”, que ao invés de ser inspirada na primeira sílaba de um verso, é na verdade a junção do “S” de Sancte e o “I” de Ioannes, que derivado do latim, na tradução significa “São João” e é exatamente “Sancte Ioannes” o que diz o verso no qual o nome da nota foi inspirado.

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O Hino a São João Batista – Imagem: Reprodução das Redes Sociais

A tradução diz:

Ut queant laxis Para que possam, de libertas

Resonare fibris vozes, ressoar

Mira gestorum as maravilhas das tuas acções

Famuli tuorum, dos teus servos,

Solve polluti apaga dos impuros

Labii reatum, lábios a culpa,

Sancte Ioannes. ó São João.

Outro detalhe é que a nota “Dó” na verdade havia sido nomeada por Guido d’Arezzo como “Ut”, que é a primeira sílaba do primeiro verso do Hino a São João Batista. Mas por uma questão de facilitar a pronúncia, depois de um tempo acabou virando “Dó”, como conhecemos hoje em dia. Apesar disso, alguns países, como a França por exemplo, ainda utilizam o nome antigo.

A história de como surgiram as notas musicais mostra que mesmo quando não se percebe ou muito menos se imagina, Deus se faz presente nos menores detalhes.

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